quarta-feira, 28/10/2026

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Japão inicia missão para coletar amostras da lua de Marte com lançamento de foguete

Em uma nova empreitada na exploração espacial, cientistas japoneses deram um passo significativo ao lançar o foguete H3, que transporta a sonda Martian Moons eXploration (MMX). A missão, que tem como destino a lua…

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Em uma nova empreitada na exploração espacial, cientistas japoneses deram um passo significativo ao lançar o foguete H3, que transporta a sonda Martian Moons eXploration (MMX). A missão, que tem como destino a lua Fobos, poderá marcar a primeira vez que amostras de um dos satélites de Marte são trazidas à Terra, potencialmente iluminando o entendimento sobre a formação do planeta vermelho e sua relação com o Sistema Solar.

O lançamento ocorreu no Centro Espacial de Tanegashima, no Japão, às 16h41 de segunda-feira (19), no horário de Brasília, e foi acompanhado ao vivo pela Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA). Com uma previsão de duração de cerca de cinco anos, a sonda está programada para chegar a Marte aproximadamente um ano após a decolagem, quando iniciará uma série de observações detalhadas de Fobos.

Após coletar amostras da superfície da lua, a MMX deverá iniciar sua jornada de volta para casa, o que deverá levar mais um ano. As amostras obtidas são consideradas cruciais para responder a perguntas sobre a origem e a evolução de Fobos e Deimos, a segunda lua de Marte, que ainda são envoltas em mistério. A JAXA sugere que entender esses corpos celestes pode oferecer insights valiosos sobre a história de Marte e, por extensão, do Sistema Solar.

O interesse em Fobos, em particular, é justificado pela sua natureza relativamente inalterada ao longo do tempo, o que pode permitir que os cientistas revelem informações sobre as condições que prevaleceram na região marciana. Embora Marte compartilhe algumas semelhanças com a Terra, sua atmosfera rarefeita e ambiente frio tornam a coleta de amostras diretamente do planeta um desafio técnico significativo.

As teorias sobre a origem de Fobos e Deimos variam, com uma das mais aceitas sugerindo que as luas podem ter se formado a partir de detritos resultantes de uma colisão catastrófica em Marte. Outra hipótese é que esses satélites sejam asteroides que foram capturados pela gravidade marciana. Com a missão MMX, a JAXA espera que as respostas venham à tona, ampliando nosso conhecimento sobre esses fascinantes corpos celestes.